Não é porque o outono chegou que os focos do mosquito Aedes aegypti se vão. Como esse mosquito é o responsável pela transmissão do vírus causador da dengue, zika, chikungunya e da febre amarela urbana, a equipe da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Instituto de Metrologia e Qualidade de Minas Gerais (Cipa/Ipem-MG) mobilizou servidores e visitantes que passaram pela sede do Instituto, na última sexta-feira (24/03), sobre a importância do combate ao mosquito e da vacinação contra a febre amarela.

De maneira lúdica, os servidores foram surpreendidos novamente com a presença do mosquito Aedes aegypti, encenado pelo vice presidente da Cipa, o colaborador Júlio César de Oliveira. Durante a ação, a equipe da Cipa ainda fez a distribuição de cartilhas sobre a febre amarela com orientações de como prevenir a doença. 

Equipe da Cipa mobiliza servidores ao combate do mosquito Aedes Aegypti. Foto: Fernanda Toussaint / Ipem-MG

“No ano passado, o mosquito também apareceu de maneira inesperada aos servidores. Nossa intenção é mostrar que não se pode descuidar, pois o mosquito chega de maneira inesperada”, alertou Oliveira.

O período seco contribui para diminuir o número de notificações, o que passa a falsa impressão de que a doença acabou. Isso ocorre porque o ciclo reprodutivo do mosquito se prolonga no inverno. Entretanto, como os ovos podem permanecer no ambiente por até 450 dias, quando as chuvas e o calor retornam, os casos de doenças causadas pelo Aedes aegypti tendem a voltar com maior incidência.

Por isso, de acordo com Oliveira, é necessário que a população continue o trabalho de vistoria no ambiente de trabalho, em terrenos baldios, estabelecimentos e, principalmente, dentro de casa. As residências são consideradas como um dos principais criadouros do mosquito. Por isso, é fundamental eliminar pneus velhos, limpar caixas-d’ água, latas, copos plásticos, embalagens, tampinhas de refrigerantes, sacos plásticos e todo tipo de resíduos que possam acumular água.