O Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais (Ipem-MG) intensificou nessa semana (28/11 a 02/12) a fiscalização dos cronotacógrafos, popularmente chamado de tacógrafos, dos veículos que trafegavam pela rodovia MG 353, em Juiz de Fora. A operação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar Rodoviária (PMR).

O cronotacógrafo é a “caixa preta” dos veículos de carga com peso bruto acima de 4.536 kg (caminhões, carretas), e de passageiros com mais de 10 lugares (ônibus, transporte escolar). Esse equipamento registra informações importantes do percurso, como tempo de movimento, paradas e velocidade realizada pelo automóvel.

Tacógrafo é considerado a caixa preta dos caminhões e ônibus. Foto: Divulgação / Ipem-MG

Conforme explica o gerente de Cronotacógrafo, Volumetria e Arqueação do Ipem-MG, Marley Leite, durante a operação os fiscais analisam se o instrumento está de acordo com a legislação metrológica vigente e se há irregularidades como ausência de lacre e certificado de verificação emitido pelo Ipem, que é válido por dois anos. “Caso o cronotacógrafo esteja irregular é emitido um auto de infração e a polícia rodoviária pode realizar a apreensão do documento do veículo para regularização”, esclarece.

Para obter o certificado de verificação do cronotacógrafo, o proprietário do veículo deve procurar um posto de verificação autorizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Após a efetivação da selagem, o posto encaminha ao Ipem-MG um relatório sobre a análise com os discos do tacógrafo para que sejam realizados os ensaios metrológicos.

A importância da utilização do cronotacógrafo cresceu ao longo dos anos em decorrência do número de acidentes fatais envolvendo ônibus e caminhões por causa dos excessos de velocidade.