O Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais (Ipem-MG) e o Procon de Poços de Caldas fiscalizaram do dia 18 a 20 de setembro todos os postos de combustíveis do município, localizado na região Sul de Minas. A operação foi a maior já realizada de maneira simultânea no município e contou com seis equipes do Ipem, inclusive com servidores especializados em fraudes. Já os servidores do Procon acompanharam todo o trabalho dos técnicos do Instituto para que, posteriormente, possam auxiliar o Ipem-MG nesse tipo de fiscalização, para a melhor segurança do consumidor e empreendedor da região.

Operação foi a maior já realizada de maneira simultânea em Poços de Caldas. Foto: Omar Freire / Imprensa MG

Os fiscais do Ipem-MG visitaram os 30 postos da cidade e realizaram a desmontagem das bombas de combustíveis para certificar se não havia algum tipo de fraude, verificaram a correta vazão dos 367 bicos de combustíveis e a capacidade volumétrica dos 30 medidores de volume que esses estabelecimentos são obrigados a possuir. Ao todo, 19 bicos foram reprovados e 6 interditados por entregar ao consumidor menos produto do que o valor registrado, devido ao mal estado de conservação da bomba e por ter apresentado vazamentos.

O gerente do Ipem-MG, Luiz Marcelo Scalioni, esclarece que, atualmente, a fraude no equipamento é realizada por meio de um microprocessador (chip) que altera o giro da bomba de combustível e, consequentemente, o valor a ser pago. Por meio dessa manipulação, quando a equipe de fiscalização do Ipem-MG chega ao posto, o mecanismo de fraude pode ser desligado à distância por dispositivos eletrônicos.

“Nesse tipo de crime é entregue cerca de 10% a menos de combustível do que o informado na bomba. Como exemplo, se o consumidor colocar 50 litros de gasolina, a R$ 4,40 o litro, pagará R$ 220,00. Mas, na verdade, o valor devido é de R$ 198,00, já que receberá apenas 45 litros. No total, um prejuízo de R$ 22,00”, compara Scalioni.

Abastecimento

Antes de iniciar o abastecimento, a população deve observar se o valor de litros e o total a pagar encontram-se zerados no painel, conferir o valor do preço por litro e a existência do lacre do Inmetro na bomba medidora, além de acompanhar o trabalho do frentista em todo o procedimento. A sociedade pode comprovar o valor final a pagar multiplicando o preço por litro pela quantidade de litros fornecida pelo equipamento.

Cabe destacar que, caso haja desconfiança do consumidor no momento do abastecimento de gasolina, álcool ou diesel, ele também pode solicitar ao posto que realize um teste. Nesses estabelecimentos existem medidores de volume de 20 litros capazes de comprovar se a quantidade marcada pela bomba medidora está correta. 

O cidadão que desconfiar ou encontrar irregularidades em algum posto pode registrar o fato à Ouvidoria do Ipem-MG, por meio do fale conosco presente no site do Instituto, no telefone 08000 335 335 ou pelo endereço eletrônico ouvidoria@ipem.mg.gov.br.